A gestão escolar constitui uma dimensão importantíssima
da educação, uma vez que, por meio dela, observa-se a escola
e os problemas educacionais globalmente, e se busca abranger, pela visão estratégica e de conjunto, bem como pelas ações interligadas,tal como uma rede, os problemas que, de fato, funcionam de modo interdependente.

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Este Blog tem a cara de Educadores que buscam inovações, que acreditam na possibilidade de uma educação melhor.

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sábado, 2 de agosto de 2014

O papel do professor na construção da cidadania

Por Gabriel Chalita 

Desde os primórdios da cultura grega, o professor encontra-se em uma posição de importância vital para o amadurecimento da sociedade e para a difusão da cultura. As escolas de Sócrates, Platão e Aristóteles demonstram a habilidade que tinham os pensadores para discutir os elementos mais fundamentais da natureza humana. Sabiam o que era importante, porque viviam da reflexão.
No processo de desenvolvimento das habilidades cognitiva, social e emocional dos alunos, o professor deve levá-los a refletir acerca de questões condizentes com os problemas enfrentados no dia a dia. O grande desafio do educador é estimular e convencer o educando a valorizar o bem comum, a boa convivência, a responsabilidade partilhada. O acesso à informação e à educação conduz à prática da cidadania.
O cidadão consciente respeita os espaços e as pessoas. A educação para a ética prepara o ser humano para o equilíbrio de aceitar que não devem prevalecer as vontades individuais; a cidadania, afinal, não é um direito solitário – é a arte da convivência social.
Eis o princípio básico da construção da cidadania: educar para a convivência pacífica, feliz. Educar para o respeito, para a troca de experiências, para o exemplo no trato com o outro e consigo mesmo. Educar para que todas as vicissitudes da vida sejam enfrentadas com galhardia.
A responsabilidade de formar indivíduos que respeitem os direitos e os deveres de cada um e de todos não é, obviamente, apenas da escola. No entanto, o professor tem de dar o exemplo – e o aluno precisa ter limites, ciente de que liberdade não significa permissividade. Esses limites devem ser entendidos como necessários e provenientes da autoridade do professor, para que ele exerça com liderança e com competência seu mister. Também não é admissível que o mestre se valha de gracejos preconceituosos, e faz-se fundamental que utilize o tom adequado ao dirigir-se aos alunos.
Na construção da cidadania, urge que o professor utilize métodos e traga à baila discussões que despertem o interesse dos alunos. As novas tecnologias empregadas pedagogicamente estão à disposição do educador. Da internet à sucata, muito se pode utilizar para envolver o aluno e discutir aspectos contemporâneos que se relacionem com sua capacidade de melhor conviver em sociedade. Forma e conteúdo têm a mesma importância no ambiente educacional.
As práticas democráticas, o envolvimento efetivo dos alunos no processo de aprendizagem, a união entre conhecimento e reflexão conduzem à educação libertadora. Não se pode ensinar a importância da liberdade sem permitir que o aluno seja livre. Do mesmo modo, iniciativas de professores que busquem tornar mais rica sua função social de educar devem ser incentivadas.
Na obra Pedagogia da autonomia, Paulo Freire fala-nos do “sonho viável”, que só pode ser conquistado por meio da educação libertadora. O autor trata da necessidade de o professor avaliar constantemente seu trabalho, o que nos remete, mais uma vez, à reflexão cotidiana: “O sonho viável exige de mim pensar diariamente a minha prática; exige de mim a descoberta, a descoberta constante dos limites da minha própria prática, que significa perceber e demarcar a existência do que eu chamo de espaços livres a serem preenchidos. (...) A questão do sonho possível tem a ver exatamente com a educação libertadora, não com a educação domesticadora”.



Texto publicado na edição de julho de 2012 da revista Profissão Mestre.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

FÉRIAS: Educação em todo lugar


Aprendemos coisas novas a todo momento. As férias podem ser uma ótima temporada pra descobertas.


Foto: Omar Paixão
Criança e pai pedalando
"Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles"

Não é só na escola que descobrimos coisas novas. O aprendizado pode acontecer em qualquer lugar e não é necessariamente algo chato ou metódico. Em linhas gerais, aprender significa colocar em prática um novo conhecimento, seja uma receita de bolo, seja o nome de uma árvore, seja uma música ou seja um conceito de física. "Em geral, o aprendizado acontece da seguinte maneira: observamos algo desconhecido, manipulamos, organizamos, classificamos e utilizamos esse conhecimento em situações novas", explica Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da faculdade de Educação da PUC-SP.

Por meio de uma brincadeira, por exemplo, a criança pode aprender habilidades sociais que serão fundamentais na vida adulta. "Na brincadeira a criança fica ativa tanto mentalmente quanto fisicamente. É uma forma de ela interagir, aprender a seguir regras, contestar e desenvolver autonomia", diz Maria Ângela, que também coordena o núcleo de cultura e estudos do brincar da PUC-SP. É por isso que, durante as férias, também é possível aprender muito - seja em viagens, seja em passeios na própria cidade, seja em casa: lendo um livro ou jogando cartas com os amigos. Em sala de aula, o aprendizado passa por um planejamento, fora dela acontece naturalmente, é absolutamente informal, mas não menos importante. "Não é só indo na escola que se aprende. Crianças e jovens podem aprender com avós, tios e até mesmo entre eles", diz a professora.

Os pais, por sua vez, têm um papel fundamental na aprendizagem dos filhos. "Ouvir músicas juntos, ler livros, andar de bicicleta, além de ensinar, estabelece vínculos maiores entre pais e filhos", diz Maria Ângela Barbato Carneiro. Dependendo da abordagem usada pelos pais, uma visita ao museu pode ser muito divertida. "Não podemos adotar um discurso chato e professoral na hora de levar crianças e jovens a cinemas, museus e teatros. É preciso associar esses programas ao lazer", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC. O segredo é respeitar o tempo do jovem e da criança.

À medida que o jovem vai criando um repertório, é legal oferecer mais diversidade, sem forçar nada, é claro. Se ele só comer arroz e feijão não saberá que gosta de macarrão. A única maneira de alguém descobrir se gosta de uma atividade é experimentando. "As pessoas só se interessam por aquilo que têm contato. A criança e o jovem não vão gostar de livros, museus e filmes se não forem apresentados a esse universo", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC.

Mas espera aí? Férias não são para descansar? O descanso não é importante para a mente relaxar e ficar pronta para novos conteúdos? "Sim, a criança nas férias também tem de brincar, ficar em casa e com os amigos", diz Luciana Fevorini, coordenadora pedagógica do ensino fundamental e médio do Colégio Equipe. Mas há crianças que têm energia demais pra ficarem paradas. O mais importante nesse período é não forçar a nada e deixá-las escolher o que vão fazer. Dessa maneira, elas poderão aproveitar e aprender mais.

Leia também o hotsite Férias no Museu
Para ler, clique nos itens abaixo:
Como se divertir e aprender em casa
Para afastar seu filho de um mês em frente à TV a receita são os jogos e as brincadeiras. Jogos de cartas e de tabuleiros são divertidos e podem ensinar muita coisa. "Você estimula o raciocínio, mas também aprende a lidar com regras, dificuldade, interagir com os outros e até a perder", diz Luciana Fevorini. Muita gente acha que brincadeira só serve pra divertir, o que é um erro. Na infância, as brincadeiras são uma das principais fontes de aprendizado. "Nelas as crianças podem errar e tentar de novo sem se frustrar. É uma forma dela interagir, aprender a seguir regras, contestar e se expressar", diz Maria Ângela Barbato Carneiro, professora da faculdade de Educação da PUC-SP DICA: Procure conversar com seu filho sobre o que ele brincou no dia. Dê asas à imaginação dele e estimule coisas novas.
Como se divertir e aprender no parque
O espaço dos parques é propício pra brincar, praticar esportes e conhecer a natureza. Exercitar-se, principalmente na infância, também é um aprendizado. Por meio de atividades físicas pode-se desenvolver autonomia, respeito pelo outro e até mesmo a criatividade, como mostra a reportagem "O que se aprende com a Educação Física". Além disso, é possível ter contato com animais e plantas e quase sempre se encontra informações sobre as diversas formas de vida ali presentes. Alguns parques, como o Ibirapuera em São Paulo, também têm espaços para exposições de artes e auditórios para shows e eventos. DICA: Qualquer parque pode ser interessante, até mesmo os pequenos. O importante é seu filho se sentir à vontade. Em parques muito movimentados, os melhores dias pra visitar são durante a semana.
Como se divertir e aprender no museu
Quando pensamos em museus costumamos imaginar corredores longos e sérios cheios de quadros e estátuas. Verdadeiros depósitos do conhecimento. Porém, vale lembrar que nem todo museu é chato. Muitos têm seções especiais pra crianças, profissionais preparados para promover visitas guiadas e exposições interativas e curiosas. O museu Catavento, em São Paulo, por exemplo, faz de sua "exposição" uma verdadeira aventura. Explora o universo da ciência com recursos audiovisuais e tecnologia. Em uma das salas, por exemplo, por meio de óculos especiais, é possível visualizar os malefícios causados por drogas. E até mesmo em museus mais conservadores é possível se divertir. O bacana é incentivar a criança ou o jovem a procurar em uma obra elementos que despertem a atenção dele. "Um cachorro vermelho em um quadro pode ser incrível pra uma criança e estimular a criatividade dela. Tudo pode ser interessante dependendo do jeito que a gente olha", diz Verônica Dias. DICA: Experimente propor uma gincana em busca de imagens que despertem a atenção da garotada. Não custa lembrar que para a visita ficar mais legal, é preciso respeitar o tempo e o interesse das crianças e jovens - e também dos pais, é claro. Leia também o hotsite "Férias no Museu"
Como se divertir e aprender no planetário
A tecnologia dos planetários permite explicar de forma lúdica e visual o funcionamento dos astros, planetas e demais elementos que compõe o universo. Dificilmente uma aula consegue ser tão informativa e lúdica. "Toda a questão do funcionamento dos astros, do sistema solar, do funcionamento do dia e da noite, fenômenos que são estudados em sala de aula, fica muito mais impactante", explica Luciana Fevorini. DICA: Depois da visita, tire uma noite pra observar o céu com seu filho e tentar identificar ao vivo o que foi visto no planetário.
Como se divertir e aprender no cinema
Filmes reúnem entretenimento e reflexão: fazem-nos pensar e nos emocionam. E, muito frequentemente, despertam o interesse por assuntos históricos, sociais e filosóficos que jamais haviam passado por nossas cabeças. Ir ao cinema pode ser ainda mais enriquecedor. "Sentar pra assistir a um filme numa sala escura, com uma tela grande, em silêncio, sem interferências, cria um 'estado de cinema' que torna a experiência mais interessante. Alguém acostumado a ver filmes apenas pela televisão, cortado por comerciais, pode se deslumbrar no cinema", diz Verônica Dias, professora de cinema e televisão da PUC. DICA: Até mesmo um filme comercial pode ensinar boas lições. O importante é pensar sobre o que foi visto. Procure discutir com seu filho sobre os temas de um filme e a forma como eles foram mostrados. Leia também: "Assistir para Entender"
Como se divertir e aprender no teatro
O aprendizado com o teatro se assemelha, em alguns aspectos, com o do cinema. Mas pode ser ainda mais impactante pela proximidade entre a plateia e os atores. Assistindo a uma peça, somos convidados a interagir e experimentamos a obra com maior intensidade. "O teatro convida a criança a cantar, a responder perguntas e a chegar perto dos atores", diz Luciana Fevorini, coordenadora do Colégio Equipe. DICA: Quanto mais próximo você se sentar do palco, maior a chance de você participar da peça. Se seu filho gostar desse tipo de envolvimento, procure sentar nas primeiras fileiras.
Como se divertir e aprender na biblioteca
Livros aumentam nosso repertório, expandem nosso universo. Por meio da leitura pensamos sobre nós mesmos, a realidade e nossa condição no mundo. E aumentamos nossa sensibilidade estética. "A literatura, assim como as outras artes, abre nossos horizontes. Por meio dela pensamos sobre a vida, sobre a realidade, ampliamos nosso repertório e desenvolvemos sensibilidade estética". Todo esse universo pode ser encontrado em Bibliotecas, que costumam ser gratuitas e permanecem abertas durante as férias. Além dos livros, muitas contam com acervos de vídeos, DVDs, gibis, histórias em quadrinhos, e rodas de contação de histórias para crianças. DICA: Para aproveitar ainda mais uma visita à biblioteca, procure saber a programação do dia e escolha seu programa favorito. Leia também: "Os segredos das melhores bibliotecas"
Como se divertir e aprender na própria escola
Para os pais que não podem passar o dia com os filhos por estarem no trabalho existem algumas opções. Além de museus e parques gratuitos, cidades de todo o país contam com programas recreativos e educativos durante as férias. Muitas escolas, no período das férias, transformam o espaço em uma espécie de acantonamento aonde as crianças vêm e exercem atividades lúdicas. É o caso do "Brincando nas Férias", projeto destinado às crianças de escolas municipais de Guarulhos (SP). Há quatro anos a EPG Carlos Drummond de Andrade recebe a equipe de professores e monitores do "Brincando" no período das férias. Para a diretora Maria de Deus Giannatasio, os alunos que participam voltam às aulas mais bem preparados. "As atividades físicas e culturais deixam os alunos mais atentos e sensíveis. Eles ficam mais sociáveis e mais aptos ao aprendizado", diz a diretora. Outras cidades que têm projetos semelhantes são: Recife, Olinda, São Paulo, Natal e Curitiba. DICA: Pergunte em sua escola se ela vai promover algum tipo de atividade durante as férias. Se não tiver nada programado, dê a ideia. Um bom lugar pra se informar também pode ser a prefeitura de sua cidade.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O PERFIL DE UM DIRETOR DE ESCOLA

O PERFIL DE UM DIRETOR DE ESCOLA
William Pereira da Silva



O perfil é a descrição de uma pessoa em traços mais ou menos rápidos. Todo mundo tem seu perfil, cada profissional tem suas característica próprias para atuar no seu campo de trabalho, neste tratado vamos mostrar como deveria ser o perfil de um diretor de escola para conseguirmos realizar um parâmetro com os diretores que atuam nas gestões das atuais diretorias das escolas que atuamos.
O gestor público, o Diretor de Escola tem de agregar um perfil profissional que lhe possibilitem várias características pessoais e funcionais dignas ao cargo trazendo para comunidade escolar qualidade no funcionamento do estabelecimento que dirige. Um bom diretor deve observar pesquisar e refletir sobre o cotidiano escolar de forma a aprimorá-lo conscientemente, compreender os fatores políticos e sociais que interferem no cotidiano escolar para promover a integração com a comunidade construindo relações de cooperação que favoreçam a formação de redes de apoio e a aprendizagem recíproca; propor e planejar ações que, voltadas para o contexto sócio-econômico e cultural do entorno escolar, incorporem as demandas e os anseios da comunidade local aos propósitos pedagógicos da escola; valorizar a gestão participativa como forma de fortalecimento institucional e de melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos; articular e executar as políticas educacionais, na qualidade de líder e mediador entre essas políticas e a proposta pedagógica da escola, construída no coletivo da comunidade escolar; reconhecer a importância das ações de formação continuada para o aprimoramento dos profissionais que atuam na escola, criando espaços que favoreçam o desenvolvimento dessas ações; cuidar para que as ações de formação continuada se traduzam efetivamente em contribuição ao enriquecimento da prática pedagógica em sala de aula;acompanhar e avaliar o desenvolvimento da proposta pedagógica e os indicadores de aprendizagem com vistas à melhoria do desempenho da escola, compreender os princípios e diretrizes da administração pública e incorporá-los à prática gestora no cotidiano da administração escolar.
O Diretor deverá ter competências e habilidade também para; compreender a natureza, a organização e o funcionamento da educação escolar, suas relações com o contexto histórico-social e com o desenvolvimento humano, bem como a gestão do sistema escolar, seus níveis e modalidades de ensino; apropriar-se dos fundamentos e das teorias do processo de ensino e de aprendizagem; relacionar princípios, teorias e normas legais a situações reais, interpretando e aplicando a legislação de ensino a favor da população escolar, identificar e avaliar criticamente os impactos de diretrizes e medidas educacionais, objetivando tomada de decisão, com vistas à garantia de uma educação plena; comunicar-se com clareza, em diferentes situações, com diferentes interlocutores, utilizando as linguagens e as tecnologias próprias; socializar informações e conhecimentos na busca do diálogo permanente com a comunidade intra e extra-escolar; estimular a participação dos colegiados e instituições escolares, promovendo o envolvimento e a participação efetiva de todos como fator de desenvolvimento da autonomia da escola, compreender, valorizar e implementar o trabalho coletivo, reconhecendo e respeitando as diferenças pessoais e as contribuições de todos participantes.incorporar à sua prática valores, atitudes e sentido de justiça, que possibilitem seu desenvolvimento pessoal e aprimoramento profissional, bem como do grupo que lidera; elaborar de forma participativa os planos de aplicação dos recursos físicos e financeiros, vinculados à proposta pedagógica da escola; responsabilizar-se pela administração de pessoal, de recursos materiais e financeiros e do patrimônio escolar com transparência nos procedimentos administrativos, garantindo a legalidade, a publicidade e a autenticidade das ações e dos documentos escolares; fortalecer o vínculo com a comunidade local, buscando estabelecer, com outras instituições e lideranças comunitárias, parcerias que promovam o enriquecimento do trabalho da escola e da comunidade em que ela se insere. (drhu.edunet.sp.gov.br/eventos/arquivos/Bibliografia_Diretor_2006.doc -)
Faça um comparativo do seu diretor com as características descritas avaliando seu desempenho na sua escola. Creio que são poucos que conseguem aplicar ao menos cinqüenta por cento do perfil apresentado, muitos deles não chegam a cinco por cento, alguns um por cento, olhe lá. Nós professores temos de avaliar nossa posição em relação às eleições na gestão democrática para ter a coragem e a dignidade de eleger diretores competentes capazes de elevar o nível da educação, geralmente preferimos a omissão e deixar incompetentes assumir cargos que pessoas honestas e eficientes deveriam estar ocupando, o medo e a submissão não podem mais fazer parte da educação nas escolas, ora se os professores são acomodados e indiferentes imagem como serão seus alunos e o resto da comunidade escolar.

GESTOR ESCOLAR

A escola, organização social bastante complexa, exige dos gestores, do Conselho Escolar, da comunidade escolar e da sociedade, importantes papeis e responsabilidades.

O gestor – cidadão e educador – é a pessoa de maior importância e de maior influência individual numa escola. Ele é o responsável por todas as atividades na escola e as que ocorrem ao seu redor e afetam diretamente o trabalho escolar. É a sua liderança que dá o tom das atividades escolares, que cria o clima para a aprendizagem, o nível de profissionalismo e a atitude dos professores e dos alunos, bem como a credibilidade junto à comunidade, por ser o principal elo entre esses elementos. Sua atuação determina, em grande parte, as características de uma gestão democrática ou individualista e autoritária.

Dentro desse contexto, o desenvolvimento da gestão escolar enfrenta, como um dos principais desafios, a profissionalização fundamental para a qualidade do processo educativo. Trata-se, em primeiro lugar, de promover um novo tipo de liderança, motivada pela capacidade de diálogo, que alie uma sólida base conceitual e prática sobre gestão da educação, trabalhe com as diferenças, medie avanços e conflitos, facilite a integração entre segmentos da comunidade e as representações sociais e, sobretudo, tome decisões que visem a melhoria e elevação dos padrões dos resultados da aprendizagem dos alunos, em direção à gestão democrática.

Assim, o gestor escolar deve ser um profissional com consciência crítica do trabalho que desenvolve, que realize planejamento, através de ações participativas e coletivas em que a avaliação dos resultados envolva todos os responsáveis pelo processo de ensino. Esta forma de gerir possibilita uma permanente reflexão sobre as metas da escola, enquanto instituição de ensino, comprometida com os resultados da aprendizagem.
O que faz e o que pensa o gestor escolar?

Cinthia Rodrigues (novaescola@atleitor.com.br)

Os diretores de escolas públicas no Brasil trabalham aproximadamente dez horas por dia. Eles têm, em média, 46 anos de idade - e menos de oito no exercício da função. Em seu cotidiano, as prioridades da agenda são cuidar da infraestrutura, conferir a merenda, vigiar o comportamento dos alunos, atender os pais, receber as crianças na porta, participar de reuniões com as secretarias de Educação e providenciar material. Sobra pouco tempo para conversar com professores, prestar atenção nas aulas e buscar a melhoria do ensino, a meta essencial da escola.

Essas são as principais conclusões de uma pesquisa inédita realizada pelo Ibope entre maio e junho deste ano, a pedido da Fundação Victor Civita. Foram ouvidos 400 diretores de escolas públicas em Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e São Paulo. Cada entrevista durou cerca de 50 minutos e abordou desde características pessoais até a relação com as redes de ensino e com as equipes dentro das escolas. Nesta reportagem, você vai conhecer um pouco mais do perfil desses profissionais, com base em sete aspectos:
- rotina de trabalho,
- formação inicial e continuada,
- responsabilidades pedagógicas,
- autonomia na função,
- relação com as políticas públicas,
- perspectivas para a Educação
- formas de seleção para o cargo.

No dia a dia, os diretores passam muito tempo cuidando de tarefas administrativas - e pouco tempo com questões pedagógicas. Segundo a pesquisa, 90% verificam a produção da merenda todos os dias. O mesmo vale para a supervisão dos serviços de limpeza (84%), o fornecimento de lápis e papel (63%) e a conferência das condições das carteiras (58%). Ainda entre as tarefas que são desempenhadas diariamente, 92% afirmam dedicar tempo para atender pais, 74% para receber os alunos na porta e 89% para observar o relacionamento entre os funcionários e a comunidade. Porém 50% não acompanham as reuniões semanais entre os professores e a coordenação pedagógica. E 25% reconhecem que nunca olham os cadernos dos estudantes para verificar a evolução da aprendizagem.

Uma parte dos diretores ouvidos reconhece que tem negligenciado as atividades pedagógicas, mas a maioria aprova a rotina que adota. Para Maria Luiza Alessio, diretora de Fortalecimento Institucional e Gestão da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), o gestor que cuida apenas de administração e infraestrutura esquece que isso só faz sentido quando utilizado como meio para melhorar o desempenho das turmas. "É por isso que à frente de quase todas as unidades há diretores que foram professores e deveriam se lembrar da importância do trabalho de sala de aula", afirma.
45% tratam de questões burocráticas e de orçamento todos os dias.
Isso mostra que, em vez de prevenir, eles remediam e acabam comprometendo cada vez mais tempo com questões sem ligação direta com o pedagógico.
Formação e responsabilidade

Questionados sobre a formação, os diretores apontam uma preocupante contradição: 93% acham que sua primeira formação foi boa ou excelente, mas só 15% consideram que o curso (Pedagogia ou licenciatura numa das disciplinas do Ensino Fundamental) os preparou para o exercício da função de diretor. Ou seja, a faculdade é boa, mas não serve para o que acontece nas escolas... Talvez por isso os cursos específicos de gestão escolar oferecidos pelas redes públicas sejam tão bem avaliados: 89% dos diretores dizem que essas atividades colaboraram muito para a melhoria de seu trabalho.
89% dizem que os cursos de gestão escolar oferecidos pelas redes contribuíram muito para melhorar seu trabalho na escola.
O número reforça a forte demanda dos diretores por aulas de como gerir uma unidade escolar, que não são dadas em sua formação inicial de educador.
Outra contradição aparece quando os diretores são questionados sobre quem é o responsável pelas notas baixas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Pela ordem, os "culpados" são o governo (48%), a comunidade (16%) e o professor (13%). O aluno, que é vítima do mau ensino, aparece com 9% das citações. Em seguida, vem a escola, com 7%. E o próprio diretor, o que ele tem a ver com o mau desempenho dos estudantes? Só 2% dos consultados acham que têm responsabilidade nisso. Numa visão distorcida, se veem como "importantes para a aprendizagem" (66%), mas não se colocam em cena quando o ensino fracassa.
Quem é o responsável
A maioria diz que a responsabilidade pela nota baixa no Ideb é do governo e o diretor aparece como o menos responsável
Quem é o responsável
O mesmo vale para a questão da autonomia no dia a dia. Diante de múltiplas opções, 57% afirmaram que, se pudessem ter mais poder na condução da escola, melhorariam as condições do prédio. Outros 53% escolheram mais liberdade para contratar ou demitir professores. E os aspectos pedagógicos simplesmente inexistem, segundo a pesquisa do Ibope.
57% escolheriam melhorar as condições do prédio se tivessem mais autonomia sobre a escola.
A opção por investimentos estruturais foi a que mais apareceu e mostra a percepção dos diretores de que as reformas e ampliações das escolas são insuficientes.
Políticas públicas e a Educação

Apesar de culparem o governo pelos maus resultados no Ideb, os diretores reconhecem avanços na política educacional. Questionados sobre os principais avanços nos últimos dez anos, as respostas (espontâneas) mais citadas foram: a oferta de cursos de formação em serviço (30%), o surgimento das avaliações externas (22%), a distribuição de materiais didáticos (22%), a compra de equipamentos (17%) e a criação do Bolsa Família (13%).

Graças a isso, os diretores brasileiros têm uma visão razoavelmente otimista sobre a Educação - hoje e, sobretudo, no futuro. Para 13%, a situação atual é boa - 53% opinam que é regular, 24% que é ruim, e 9%, péssima. E como estará o país daqui a dez anos nesse setor? Os gestores preveem um cenário ainda mais animador: 6% acham que o sistema educacional estará excelente, 58% bom, 24% regular, 5% ruim e 7% péssimo. "A princípio, esses números chegam a causar estranheza, diante de tantos problemas no dia a dia das escolas. Mas provavelmente os diretores fazem comparações com a realidade dos anos 1980 e 1990, quando as escolas recebiam muito menos ferramentas e formação de parte dos governos", acredita Adriana Cancella Duarte, do Departamento Escolar da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Visão otimista
A maioria vê a situação atual da Educação no Brasil como regular e acha que daqui a dez anos ela estará boa ou até excelente.
Visão otimista
Seleção para o cargo

Finalmente, as formas de seleção para ocupar o cargo de diretor escolar também fizeram parte do levantamento encomendado pela Fundação Victor Civita ao Ibope. A eleição para diretor passou a ser (nas cidades pesquisadas) a principal forma de seleção para o cargo: 45% dos ouvidos foram eleitos, ante 25% que fizeram concurso público específico para a função e 21% nomeados ou indicados pelo secretário de Educação. Outros 5% afirmaram que passaram por uma seleção técnica e 4% por sistemas mistos, como um concurso prévio que seleciona aqueles que podem ser nomeados.

Em seguida, perguntou-se qual é a melhor forma de contratação de um diretor. E, para 49% dos entrevistados, é a eleição, principalmente porque ela garante o respaldo da comunidade e porque a pressão política é menor. Na opinião de 35%, o caminho deveria ser o concurso público, enquanto a nomeação foi apontada por apenas 5% do total (ou seja, nem mesmo os atuais indicados reconhecem que essa é uma boa forma de escolha).


Como fazer uma reunião de feedback com os funcionários

Todos os membros da equipe precisam saber se o trabalho deles está sendo bem feito. E você, gestor, é quem deve dar o retorno sobre o desempenho

=== PARTE 1 ====
Quando um chefe chama um funcionário para falar sobre trabalho, é para passar mais tarefas ou para dar bronca, certo? Pois não é assim que deveria ser. Uma conversa desse tipo se torna mais produtiva quando o objetivo é avaliar o que está sendo feito e dar orientações sobre como as atividades podem ser mais bem realizadas. Você, diretor escolar, como gestor, deve reservar em sua rotina momentos para dar feedback - nome em inglês para a nossa conhecida devolutiva, ou retorno - a todos os seus colaboradores. Afinal, não se pode esperar até o fim do ano para dizer ao auxiliar de serviços gerais, por exemplo, que os alunos não estão recebendo o pátio em condições ideais de limpeza na hora do recreio. "O feedback não pode ser um procedimento eventual, muito menos ser usado apenas em momentos de insatisfação. Ele é um instrumento de acompanhamento que deve constar da agenda do gestor e ter objetivos bem definidos", explica Renata Kurth, professora do departamento de Administração da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Isso significa que o diretor deve sempre chamar seus colaboradores da equipe gestora e os funcionários para elogiar um trabalho bem realizado ou alertar sobre as atitudes que não condizem com o projeto político-pedagógico da escola. Faz parte das virtudes de liderança avaliar quando as intervenções pontuais são necessárias. Contudo, estabelecer uma frequência para essas conversas - que podem ser mensais, bimestrais ou trimestrais, de acordo com as características da instituição - tem algumas vantagens. Em primeiro lugar, isso possibilita levantar com antecedência as informações necessárias sobre o trabalho da pessoa para embasar o encontro. Dessa forma, as observações terão consistência e não se basearão apenas em "achismos". Além disso, a pauta bem definida facilita o diálogo e dá uma característica formativa a esses momentos. "Não se trata de criticar atitudes pessoais. A devolutiva é uma maneira de refletir sobre o papel de educador", explica Alaísa Favaro, formadora de gestores da Secretaria de Educação de João Neiva, a 76 quilômetros de Vitória.

Para que a conversa aconteça sem atropelos, é preciso tomar alguns cuidados, como escolher o local adequado e ter uma postura acolhedora a fim de que o avaliado se abra para ouvir observações e propostas e se sinta à vontade para dar opiniões (leia o passo a passo de um bom feedback na próxima página). Sim, saber ouvir também é uma etapa importante. Para preparar para essa etapa, é interessante o gestor fazer uma autoavaliação, perguntando-se sempre se está oferecendo as devidas condições de trabalho e dando o apoio necessário à equipe.

Após avaliar o desempenho e ouvir as observações feitas pelo funcionário, o próximo passo é se focar na proposição de soluções. Afinal, só faz sentido pontuar os erros quando há um planejamento para corrigi-los e nortear as futuras ações. Por isso, a devolutiva pressupõe um pacto entre ambas as partes de como e quando serão implementadas as mudanças. O ideal é que as metas sejam estabelecidas em conjunto. "Quando o educador tem a oportunidade de opinar sobre o que ele pode fazer para melhorar dentro de suas possibilidades, o comprometimento acaba sendo maior", diz Alaísa.

Avaliação de projetos coletivos requer mais cuidados

Questões pontuais de comportamento ou de desempenho individual devem ser tratadas em conversas particulares. No entanto, o feedback também pode ser feito coletivamente. Esse recurso é bastante útil para avaliar projetos e atividades que envolveram mais de uma pessoa. Mas atenção: nesse caso, deve-se redobrar o cuidado a fim não expor ninguém publicamente. E a cautela não pode se limitar a não citar nomes, pois, pela simples descrição do ocorrido, é possível saber de quem se está falando - afinal, o trabalho foi realizado em grupo. Por isso, não é bom ilustrar o discurso com exemplos. "O recomendável é analisar as consequências dos problemas sobre os resultados do projeto e, da mesma forma que no retorno individual, discutir e selar objetivos para que os próximos sejam mais produtivos", recomenda Renata.
=== PARTE 2 ====
  • 1- O feedback é um importante instrumento de acompanhamento

A reunião de devolutiva com os funcionários deve sempre ser uma conversa franca entre o gestor e o profisional. Mas é preciso tomar alguns cuidados. Na hora de apontar as falhas, a objetividade é fundamental. Trazer à tona acontecimentos passados há muito tempo só faz sentido se eles tiverem conexão com o que vai ser discutido. Da mesma forma, as críticas e os elogios devem ser relacionados ao que acontece na escola. A seguir, as etapas de um bom feedback.

1 Escolha o lugar adequado
Ouvir críticas sobre o próprio trabalho é uma situação que pode gerar desconforto. Por isso, marque uma reunião explicando qual é o assunto e escolha um local onde se possa conversar com privacidade e sem interferências.

Evite Abordar a pessoa de surpresa e em locais de movimento, como corredores e sala de professor.

2 Comece pelos pontos positivos
Reconheça o valor do profissional. Destaque as características que evidenciem a importância dele no grupo - a iniciativa de elaborar projetos didáticos, a capacidade de mobilizar os colegas etc.

Evite Ceder ao impulso de ir direto ao assunto que lhe incomoda. Analisar primeiro as qualidades indica que sua postura crítica é construtiva.

3 Aponte o que precisa mudar
Procure apresentar justificativas para as críticas, tendo cuidado de se dirigir apenas às atitudes. A um professor pouco assíduo, por exemplo, diga que as faltas atrasam o cronograma e os alunos perdem com isso.

Evite Afetar pessoalmente o interlocutor, por meio de frases como "você é uma pessoa irresponsável" ou "é difícil trabalhar com você".

4 Inverta os papéis
Pergunte se o funcionário está satisfeito com as condições de trabalho e o ambiente da escola. Peça sugestões de como melhorar os pontos em que ele julga haver falhas e sobre como você pode ajudar nesse processo.

Evite Elaborar perguntas muito amplas, que dão abertura a repostas vagas.

5 Estabeleça metas
O feedback não tem sentido se não tiver como foco resolver os problemas. Guarde por escrito as ações que devem ser colocadas em prática e peça para que a pessoa avaliada também tome notas. Por fim, agende a próxima conversa.

Evite Desconsiderar os registros das resoluções decididas nas reuniões anteriores. Eles devem ser o ponto de partida das próximas devolutivas.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ação conjunta: Família, Escola e Sociedade

A sociedade precisa ter claro que o papel da escola não é transmitir conhecimentos para uma Educação básica, de “berço”, como a palavra traz essa vem de casa, da base de cada ser humano. Ana Regina Caminha Braga

A Família tem papel fundamental na educação da criança
É chegado o momento de motivar uma reflexão junto à família, na qual é depositada uma responsabilidade tão valiosa quanto à do professor, se considerar que a criança ao chegar ao mundo já estabelece suas primeiras aprendizagens no meio em que está inserida, ou seja, seu lar. É muito importante essa consciência por parte dos responsáveis para que aja uma compreensão real do que é dever da escola e o que compete à família, pois ultimamente os papéis estão um pouco invertidos pelo que pode ser visualizado nas escolas. Já que as famílias confiam a Educação formal de seus filhos, desde cedo à escola, as regras também devem ser explicadas desde o início da caminhada da criança. É nítido que os responsáveis têm conhecimento de sua existência, mas nem sempre colocam em prática, em virtude da vida agitada que o ser humano leva atualmente com a globalização e etc. No entanto, alguns problemas começam a dar sinais e se não tratados, o percurso continua, mas com algumas “pedras” que podem dificultar o caminho. Como traz Isabel Parolin (2003, p. 8) “a criança precisa estabelecer com seus pais, professores e outros adultos relações equilibradas, decorrentes de fronteiras nítidas”, ou seja, ela precisa de um espaço no qual as aprendizagens primárias sejam vividas, ensinadas, mas para ensiná-las o que é preciso? Principalmente conhecer desde tenra idade os limites. Os “sins” e os “nãos”, os quais serão absorvidos pela criança como um meio de representação dos seus ganhos ou de suas perdas. Para tudo na vida precisamos de ordem e educação; o mesmo acontece no meio escolar. De acordo com Isabel Parolin (2003, p. 11) à escola cabe o papel de “educar nossas crianças para que elas tenham maturidade para pensar alternativas, nos problemas que a nossa geração está deixando como herança, mas também para os novos desafios”. Mas para que isso aconteça é preciso que a sociedade, a família e a escola caminhem juntas, cada um reconhecendo e efetivamente cumprindo com seus papéis, para que nenhuma instância fuja de seus deveres, sobrecarregando outra instância, como acontece nos dias atuais. A sociedade precisa ter claro que o papel da escola não é transmitir conhecimentos para uma Educação básica, de “berço”, como a palavra traz essa vem de casa, da base de cada ser humano. Na escola elas aprendem cidadania, valores éticos, formação de opinião, filosofias de vida. Na instituição se aprender o mundo e suas múltiplas linguagens. Nesta realiza-se uma caminhada acadêmica, a qual media novos caminhos para uma vida profissional.
*A autora é Tradutora e Intérprete da Língua Inglesa, Psicopedagoga, Especialista em Educação Especial, Gestão Escolar e Mestranda em Educação PUCPR. anaregina_braga@hotmail.com

terça-feira, 26 de junho de 2012